Aline


Por Alda D'Araújo em Crisálida

Há mulheres infelizes por não terem filhos, e outras culpadas por não os desejarem. Há ainda as frustradas, que se obrigaram a ter filhos só para cumprir o papel de mãe.

Gerar filhos é experiência divina, maravilhosa; contudo, não pode ser inpingida a ninguém como condição fundamental da realiazação feminina.

Uma das maiores mães que conheço é a Madre Teresa de Calcutá: não pela prática das caridades, mas pela expressão mais correta do sentimentomaterno, traduzindo em ações de amor, doação, de preservação, de investimento, manifestadas através de algupem que se enxerga no semelhante. É uma mãe sem filhos biológicos e é grande mãe.

Mães sem filhos: mãe que tiveram que fazer esta opção, ou por si mesmas ou pelas circunstâncias. O filme "A escolha de Sofia" apresenta uma situação terrível: Uma mãe, num campo de concentração, é intimidada a escolher entre dois filhos, qual deveria morrer; se não fizesse, ambos morreriam. A tragédia retrata o fato de que muitas vezes mães tem que fazer escolhas; é uma luta na alma para que "ambos os filhos" não pereçam. algumas geram filhos mas ñão podem criá-los; outras decidem não gerar por que possuem "outros filhos" que podem ser vistos em sua arte, carreira profissional, ministérioo. Temos o exemplo de um homm que decidiu permanecer solteiro por amor e dedicação ao ministério: o apóstolo Paulo. Vejam que ele se explicita o sentimento materno: em ! Co 4.15 "...pois eu pelo Evangelho vos gerei em Cristo Jesus"; Gl 4.19 "...meus filhos, por quem de novo sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós".


Por 10 anos de tentativas frustradas de engravidar Lucília teve gêmeas. A felicidade seria imensa, não fora o fato de terem as duas menininhas unidas pela cabeça. O médico dissera que teriam que realizar a cirurgia, pois não sobreviveriam, se permanecessem assim. Uma morreria provavelmente. Qual delas? Pensou Lucília. Já eram tão amadas. Como decidir? Chorou muito diante delas ali no quarto. Uma tinha lábio leporino e ela julgou:

-Bom essa terá problemas, novas cirurgias; é melhor não deixá-la sofrer mais.

Ficou abalada ao perceber o que se passava pela sua mente:

-Meu Deus, o que estou fazendo? Condicionando o destino de uma criança por ter um defeito físico.

O médico entrou e Lucília enm tinha a resposta; mas disse:

-Tente salvar as duas. Se não conseguir tente salvar a que tem problema no lábio...

O depoimento termina dizendo que ambas sobreviveram; todavia, meses depois, a mais sadia veio a falecer por causa de um temor cerebral.

A maternidade pode implicar em escolhas e sacrifícios. Há fatores que impedem algumas mulheres de procriar; mas isto nunca deveria anular o seu potencial, o seu sentimento, o seu instinto materno.

Talvez a sua crise se deva a algumas das razões apresentadas: ou por não pode ter filhos biológicos ou por não ter escolhido não tê-los. O instinto maternal existe em você e pode ser manifestado de muitas formas. Quando Jesus morria na cruz, viu sua mãe Maria ao lado de João e disse: "Mulher, eis aí o teu filho; ... eis aí tua mãe". Por certo existem filhos esperando por você. A bíblia diz que em Cristo podemos ter muitos filhos, mães, irmãos e irmãs. Isto se torna verdade à medida qeu o espírito de família vai se multiplicando entre aqueles que estão unidos pelos laços do cristianismo. a mãe sem filhos não esta então, impossibilitada de gerar filhos em meio a um espírito produtivo, solidário e rico em relacionamentos e realizações.

[Extraído deAlda D'Araújo, em Crisálida]

Esta reflexão continua!

Veja a primeira parte clicando aqui: A crise da maternidade

Veja mais em: | edit post
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