Aline


A palavra Pascoa, do hebraico “Pessach”, significa “passagem”, ou “passar por cima”. A primeira páscoa ocorreu por volta do século XV antes de Cristo, quando Moisés liderou a saída e libertação do povo de Israel de uma escravidão que durava 400 anos no Egito. Porém, para forçar o Faraó do Egito a permitir que aquele povo partisse, Deus teve que operar 10 sinais sobrenaturais, sendo que o último deles foi o anjo da morte que Deus enviou através da terra do Egito para eliminar todos os primogênitos. A fim de poupar os primogênitos dos israelitas, Deus deu uma ordem para que cada família israelita sacrificasse um cordeiro sem defeito e passasse o seu sangue nos umbrais das portas de suas casas. Assim, quando o anjo da morte passasse, pouparia os primogênitos daquela casa.


Este cordeiro e seu sangue representavam o sacrifício que Jesus faria, muitos anos depois, dando a sua vida por nós, como sacrifício oferecido a Deus para nos libertar de nossos pecados. Em todo o antigo testamento um sacerdote oferecia o sacrifício de um animal para perdão dos pecados do povo. No Novo testamento, Deus mandou seu próprio filho para morrer pelo perdão de nossos pecados, Jesus, o cordeiro de Deus. Nosso único trabalho, hoje, é crer que tudo isto é verdade e entregar nossas vidas nas mãos de Deus.

Comemoramos a Páscoa hoje, portanto, para relembrarmos destes dois fatos; a libertação do povo de Deus da escravidão do Egito, e a morte e ressurreição de Jesus, bem como o que estes fatos significam: que a libertação do ser humano daquilo que o escraviza, como a morte espiritual, tristezas, conflitos, falta de segurança e paz, só é possível através da fé e de uma entrega de sua vida nas mãos de Jesus.


O que a Páscoa tem a ver, então, com um “coelho e ovos de chocolate”?


Nas religiões orientais e na mitologia antiga o ovo significava o princípio da vida; no antigo Egito, no dia da Páscoa, as pessoas davam ovos de verdade de presente, desejando um ano de fertilidade. Ainda é comum em varios paises a prática de pintar ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas. O ovo de chocolate apareceu em 1928 com o desenvolvimento da indústria de chocolate, substituindo os ovos cozinhos em muitos paises. No entanto, este costume não é citado na Bíblia, mas é uma alusão a antigos rituais pagãos. “Ishtar” ou “Astarte” é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. Na primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação e eram a ela associados. A lebre (e não o coelho) era seu símbolo. No século XVIII, a Igreja Católica oficializou o uso do ovo como símbolo da ressurreição de Cristo. Desta forma, um costume pagão foi adotado oficialmente. 


E’ muito gostoso trocar ovos de chocolate. O problema é permitirmos que um ovo de chocolate nos faça esquecer de Jesus e do verdadeiro sentido desta data. 


A verdadeira Pascoa não é aquela dos coelhos e ovos de chocolate, mas é o dia de nos lembrarmos de agradecer a Jesus por ter sido o ultimo cordeiro, ter dado a Sua vida por nòs para que, crendo Nele, possamos ter nossos pecados perdoado e uma nova vida, transformada e abençoada!

(Texto de Gláucia e Cássia Raad
) 


Feliz Páscoa!








"Cristo, o nosso cordeiro da páscoa,

 já foi oferecido em sacrifício"

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